Padre é investigado por desvio de doação de fiéis

Ministério Público aponta que R$ 120 milhões foram desviados para empresas e pessoas investigadas no processo

O Ministério Público de Goiás abriu investigação contra o padre Robson de Oliveira Pereira. Ele é suspeito de ter desviado R$ 120 milhões de doações de fiéis em Trindade, na Região Metropolitana de Goiás.

Aos 46 anos, Robson é fundador da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) e era reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno. Com um programa de TV, ele é uma figura bastante presente na cena católica.

Nesta sexta-feira (21), a operação chamada de Vendilhões cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao padre. O MP investiga se o dinheiro das doações foi usado em compras de bens luxuosos, que incluem uma fazenda de R$ 6 milhões em Abadiânia, no leste de Goiás, e uma casa de praia, no valor de R$ 3 milhões, em Guarajuba, na Bahia.

De acordo com a denúncia, a rede de desvio de dinheiro da Afipe envolve empresas de comunicação, postos de combustíveis e o vice-prefeito de Trindade, Gleysson Cabriny de Almeida. Segundo o Ministério Público, Robson teria criado várias associações com nome de fantasia Afipe ou similar, com a mesma finalidade, endereço e nome.

Entre anos de 2016 e 2018, os donativos somavam mais de R$ 746 milhões. A operação apura se parte do valor, aproximadamente R$ 120 milhões, foram desviados para empresas e pessoas investigadas no processo.

Diante das investigações, Robson de Oliveira pediu afastamento de suas funções do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e da Afipe. A informação foi divulgada por meio de um documento assinado pelo arcebispo da Arquidiocese de Goiânia, dom Washington Cruz.

SANTANA

SANTANA - Jornalista e Bacharel em Ciência Política

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