Muçulmanos na França querem trocar as leis civis pela lei islâmica

O desafio diz respeito à educação: como lidar com a possibilidade de uma transformação cultural dessa magnitude no país?

Isabelle de Gaulmyn, diretora do semanário católico francês La Croix, resumiu como “um desafio” os resultados de um estudo recente a respeito da percepção de parte dos habitantes da França sobre o estado laico: 46% dos muçulmanos estrangeiros residentes no país consideram que a lei francesa deveria ser substituída pela lei islâmica, a sharia, opinião compartilhada também por 18% dos muçulmanos já nascidos na França.

O desafio em questão é voltado à educação: como lidar com a possibilidade de uma transformação cultural dessa magnitude?

Para a diretora do La Croix, a sociedade francesa não entendeu que os esforços educacionais não conseguiram gerar nesses grupos de cidadãos uma identificação com a nação francesa e com o seu ordenamento jurídico.

Além disso, ela observa que a prática religiosa entre os muçulmanos na França não apenas não decaiu sob a influência do secularismo, como, pelo contrário, passou nos últimos 30 anos de 16% para 38%: essa prática inclui desde a frequência a mesquitas até a obediência aos jejuns no Ramadã e à abstinência de álcool nas datas determinadas pelo islã.

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Com informações de Gaudium Press

SANTANA

SANTANA - Jornalista e Bacharel em Ciência Política

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