Brasil vive uma conspiração pela impunidade. Brasileiro precisa reagir

Por Alexandre Garcia

Em Porto Alegre, mataram uma jovem de 23 anos quando ela entregou um celular durante um assalto. Mesmo assim a mataram. Eles querem mostrar poder. Engraçado que eu vi um ex-presidente falando que o sujeito “só quer roubar um celular”. Como se tivesse direito.

As medidas do Supremo Tribunal Federal (STF) estimulam o crime. Eu citei ontem (18) uma frase de Gilmar Mendes em 2016, quando ele votava pela prisão em segunda instância, dizendo que isso só estimularia a impunidade. E é verdade.

Vejam só uma série de atitudes dos nossos representantes, mandatários, servidores, dos que servem o povo – já que todo poder emana do povo:

Primeiro a progressão de regime: o sujeito cumpre um sexto da pena e vai embora, se ele for condenado a 18 anos vai cumprir três. Tem também a visita íntima, que faz com que a prisão vire motel. Depois a pessoa tem a pena reduzida dependendo da quantidade de livros que ela diz que leu: o ex-senador Luiz Estevão leu quase uma biblioteca inteira para reduzir a pena dele.

O sujeito tem sete saídas por ano. No Dia das Crianças, os assassinos da menina Isabela Nardoni saem e, no dia dos pais, a Suzane Richthofen sai. Existe ainda o auxílio-reclusão que é uma gratificação porque a pessoa está na prisão, e o valor é maior que o salário mínimo.

Eles têm audiência de custódia em que o sujeito é solto 24 horas depois, se o juiz achar que ele não precisa ficar preso. Depois tem o Estatuto da Criança e do Adolescente que solta criminosos, homicidas, assaltantes – aliás, eu não posso nem chamar de criminoso quem não tem 18 anos.

Fizeram campanha para não construir presídio. Aí não tem onde colocar quem comete crime e tira gente do presídio para ficar solto na rua. Depois fizeram uma campanha contra a polícia e falaram que o traficante é um benemérito das periferias dizendo que a polícia é má.

Depois impedem o cidadão de ter arma para se defender e para defender a sua própria casa. E também dizem que as drogas são só recreativas, que é um negócio inofensivo, que não têm problema mesmo enquanto crianças.

Aí vem o ministro Sergio Moro e tenta botar ordem nisso, acabar com a impunidade; trancafiar criminosos, corruptos, assassinos, homicidas e assaltantes. Essas pessoas têm que ser tiradas de circulação para não continuar nos prejudicando. Agora, os nossos representantes no Congresso Nacional estão querendo desidratar o Pacote Anticrime do ministro Sergio Moro. Cabe a nós reagir, já que todo poder emana do povo – e o povo está com medo.

SANTANA

SANTANA - Jornalista e Bacharel em Ciência Política

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