A maior operação de engenharia social e de baldeação ideológica da História

Aproveitando o pânico da população e o apoio espiritual do Vaticano

Por Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

Se o Guinness Book of Records abrisse uma competição para inscrever a atitude mais insensata de uma pessoa, o galardão recairia provavelmente sobre aquele que se suicidasse por medo de morrer. É precisamente o que está fazendo o mundo contemporâneo em relação à epidemia de coronavírus. Ou seja, uma reprodução no plano social daquilo que o vírus SARS-Cov2(*) provoca nos organismos enfraquecidos: uma reação excessiva do sistema imunológico, que leva ao bloqueio dos pulmões e à morte por asfixia.

(*) Ao longo deste documento, empregaremos a linguagem técnica correta: SARS-CoV-2 designa o vírus atualmente em circulação, e Covid-19 indica a doença que ele provoca, excetuado nas citações de outras fontes que empregam uma linguagem inadequada.

Projeções apocalípticas com base em modelos matemáticos não confiáveis

Podemos exemplificar com a Itália, primeira nação ocidental a sofrer o ataque do vírus proveniente da China.

Logotipo da OMS (Organização Mundial da Saúde)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) minimizou num primeiro momento o surto do vírus na cidade chinesa de Wuhan, e depois felicitou o regime comunista por seu trabalho de contenção da epidemia. Mas, no dia 17 de fevereiro – através da cientista ítalo-americana Ira Longini, uma de suas consultoras mais relevantes – a OMS inverteu a rota; e, com base nos dados estatísticos fornecidos pelas autoridades chinesas, estimou que o vírus contagiaria 66% dos 7,7 bilhões de habitantes do planeta, acarretando a morte de 45-50 milhões de pessoas em todos os continentes.

Transferindo essas projeções para a Itália, o jornalista Alberto Rossi calculou que, se o país não fosse mais ágil que os demais em isolar os propagadores involuntários do vírus, os italianos contaminados estariam na faixa dos 36-40 milhões e o número de mortos chegaria a 400-450 mil, o equivalente ao das vítimas da Itália na Segunda Guerra Mundial: 330 mil soldados e 130 mil civis.1

Outros jornalistas fizeram cálculos ainda mais apocalípticos: “Suponhamos que no fim somente 30% sejam infectados, perto de 20 milhões” – imaginou Francesco Sisci no cotidiano Il Sussidiario de 9 de março. “Se desses – fazendo um desconto – 10% entram em crise [respiratória], isso significa que, sem terapia intensiva, são destinados a sucumbir. Seriam dois milhões de falecimentos diretos, mais todos aqueles indiretos derivados de um colapso do sistema sanitário”.2

Uma semana mais tarde, o Imperial College de Londres divulgou um estudo dirigido pelo Prof. Neil Ferguson, o qual depois serviu de base para que grande número de governos impusesse o confinamento drástico da respectiva população. O estudo previa que, na ausência de tal confinamento, haveria na Grã Bretanha aproximadamente 510.000 mortes, e 2,2 milhões nos Estados Unidos, por tratar-se de um vírus “com uma letalidade comparável à da influenza H1N1 de 1918” [gripe espanhola].3 Informação bombástica, mas presumivelmente exagerada, posto que uma reconstrução desse vírus, realizada em 2005 no Centro de Controle de Doenças de Atlanta, bem como estudos posteriores, mostraram que ele foi 100 vezes mais letal que as outras formas de influenza surgidas ao longo do século XX.4

Apesar de inicialmente as informações filtradas de Wuhan não darem credibilidade a essa afirmação sobre a letalidade do vírus, as projeções do Imperial College foram consideradas quase como um “dogma de fé”, e levaram até o governo britânico a mudar de atitude. E não voltou atrás nas medidas de confinamento, mesmo quando o Prof. Ferguson, chefe da equipe, confessou o seguinte num tweet: “Estou ciente de que muita gente gostaria de ver e executar o código de simulação de pandemia que estamos usando para modelar medidas de controle contra a Covid-19. Para explicar o quadro de fundo, eu escrevi o código (milhares de linhas não documentadas em C) mais de 13 anos atrás, para modelar as pandemias de gripe”.5 A revelação provocou centenas de respostas no Twitter, apontando para a extrema vulnerabilidade dessa linguagem de programação, ainda mais fragilizada pelo grande número de linhas indocumentadas; que tornam, aliás, quase impossível uma verificação externa.6 Dez dias mais tarde, uma equipe da Universidade de Oxford apresentou um modelo alternativo, assumindo que um número muito maior de habitantes das Ilhas Britânicas já estaria contaminado, pelo que as taxas de letalidade seriam bem menores.7

O futuro dirá qual projeção foi a mais acertada. De qualquer maneira, uma confirmação factual do modelo de Oxford, desmentindo portanto a letalidade atribuída ao SARS-CoV-2 pelas projeções da OMS e do Imperial College, veio de um estudo apresentado no dia 9 de abril pelo Instituto de Virologia da Universidade de Bonn. Consistiu em vários testes aprofundados feitos numa amostragem de mil pessoas na aldeia de Gangelt, na comarca de Heinsberg, o primeiro foco da epidemia na Alemanha. Assim resume os resultados o jornal Le Monde: “Um estudo alemão revê para baixo a mortalidade. Pesquisas realizadas com os 12.446 residentes de Gangelt apresentam números cinco vezes inferiores à avaliação original. Os investigadores argumentam que seu método identifica todas as pessoas infectadas, incluindo portadores assintomáticos”. De fato, verificou-se que o índice de infecção foi de 15% da população, e a taxa de mortalidade de apenas 0,37%, ou seja, cinco vezes inferior àquela que a Universidade Johns Hopkins atribuíra ao país.8

Seja como for, não parece sensato que governos tomem decisões drásticas, com enormes custos sociais e econômicos, baseados em modelos matemáticos construídos sobre dados incertos. Para comprová-lo, voltemos novamente o olhar para a Itália.

No dia em que estas linhas são escritas (20/04/20), o boletim da Proteção Civil anunciou que, pela primeira vez desde o início da crise, diminuiu nesse país o número de pessoas testadas positivas, assim como o de pessoas nas unidades de terapia intensiva que precisam de ajuda respiratória,9 com o que se pode presumir que o pico da epidemia ficou para trás (ressalvada a eventualidade de uma mutação do vírus e uma nova onda epidêmica, como aconteceu com o vírus H1N1 entre 2009 e 2011).10

Até este momento, o número oficial de mortos declarados por coronavírus na Itália é de 23.660. Suponhamos que não aconteça uma mutação do vírus, e que esse número venha a dobrar até o final do ano. O total de falecimentos ascenderia a 47 mil, ou seja, quase 10 vezes menos que a projeção menos alarmista do início da epidemia, e 50 vezes menos que a mais alarmista de apenas um mês atrás.

Quarenta mil mortos é um número muito elevado, seria uma tragédia para as vítimas e seus familiares e um golpe duro para a Itália. E essa tragédia não ficaria menor pelo fato de ser de 81 anos a idade média dos falecidos (a maior parte do sexo masculino), apresentando, em 2/3 dos casos, três ou mais patologias preexistentes, segundo os dados fornecidos pelo Instituto Superior de Saúde da Itália.11

Download que denuncia tudo!! Acesse abaixo: file:///C:/Users/SANTANA/Downloads/A-maior-opera%C3%A7%C3%A3o-de-baldea%C3%A7%C3%A3o-ideol%C3%B3gica-da-Hist%C3%B3ria.pdf

SANTANA

SANTANA - Jornalista e Bacharel em Ciência Política

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *