Vacinação para combater meningite meningocócica está abaixo da meta

Ministério da Saúde afirma que cobertura contra o agente causador da doença está em 79%, quando o patamar de segurança ideal seria de 95%

A cobertura vacinal para combater a meningite meningocócica C está em 79,04%, de acordo com dados do Ministério da Saúde, quando o patamar ideal de segurança seria de 95%. No ano passado, foram registrados 1.100 casos e 222 óbitos de doença meningocócica no Brasil.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir a doença e, no país, a imunização para o sorogrupo C – que causa 75% dos casos da doença, faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças menores de cinco anos e adolescentes de 11 a 14 anos de idade. De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura abaixo da meta se deve ao fato dos pais ou responsáveis não levarem seus filhos para vacinar, não há registro de falta de vacinas deste tipo na rede pública.

A meningite meningocócica vitimou o neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (01/03). Arthur Araújo Lula da Silva tinha 7 anos e morreu em um hospital localizado em Santo André (SP) algumas horas depois de ser internado. A doença se carateriza pela inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, e pode matar em até 24 horas a partir do surgimento dos primeiros sintomas.

Além da imunização disponível na rede pública, há vacinas na rede particular que protegem contra outras quatro cepas da bactéria que causam a doença meningocócica. “A vacinação é o modo de prevenção mais eficiente. É muito importante que os pais estejam conscientes disso para que o bloqueio seja mais efetivo”, defende a pediatra Nathália Sarkis, da equipe do Hospital Santa Lúcia e integrante da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Além da meningite meningocócica, há outras meningite bacterianas e virais. O Ministério da Saúde oferta quatro tipos de vacinas na rotina do Calendário Nacional de Vacinação, que protegem contra as principais meningites.

As vacinas ofertadas no SUS são:

-BCG: que protege contra a meningite turberculosa, com uma dose ao nascer;

– Pentavalente: protege contra as infecções invasivas, entre elas a meningite causada pelo Haemophilus influenzae sorotipo b, com doses que devem ser aplicadas aos dois, quatro e seis meses de vida;

– Meningocócica C: protege contra a doença meningocócica causada pela Neisseria meningitidis sorogrupo C, com doses aos três e cinco meses e um reforço aos 12 meses de idade. Os adolescentes de 11 a 14 anos também devem ser vacinados, com dose única que serve como reforço;

– Pneumocócica 10: protege contra as infecções invasivas, entre elas a meningite causada por dez sorotipos do Streptococcus pneumoniae, com doses aos dois e quatro meses de idade e um reforço aos 12 meses.

Sintomas 
Os sintomas da meningite sãos comuns aos de várias outras enfermidades, mas, quando combinados, devem determinar uma visita urgente ao médico:

Febre alta, acima de 38º;
Forte dor de cabeça;
Náuseas e vômitos;
Rigidez na nuca, dificuldade para dobrar o pescoço;
Sonolência e cansaço excessivo;
Dor nas articulações;
Intolerância à luz e a ruídos;
Manchas roxas na pele.

Em bebês, a meningite meningocócica pode ainda provocar outros sintomas como moleira tensa, agitação, choro intenso, rigidez do corpo e convulsões.


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