Governo Bolsonaro fica a favor de Israel na ONU

Rompimento com “tradição” da política externa nas últimas décadas mostra novo alinhamento

No final deste mês o presidente Jair Bolsonaro viajará a Israel, mas o Itamaraty demonstrou esta semana um novo alinhamento. Depois de décadas, o Brasil votou contra as proposições dos palestinos e rejeitou as resoluções que condenavam Israel.

Em um dos textos debatidos na reunião do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, ficou contra a resolução que condenava as “violações” de Israel nas Colinas de Golã, algo que os Estados Unidos também fizeram.

Além de defender o direito de Israel sobre Golã, o Brasil foi contrário à resolução que acusava Israel de crime nos conflitos de 2018 em Gaza. O Itamaraty evidenciou sua maior mudança nas diretrizes da política externa em décadas, marcando o rompimento, sobretudo, com os governos petistas, que eram forte aliados da Autoridade Palestina.

Os registos da casa mostram que, desde 2006, o Conselho de Direitos Humanos da ONU votou 29 resoluções contra Israel. Sob Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer, o Brasil votou a favor de todas elas.

Durante seu discurso, a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, pediu “moderação” aos dois lados do conflito, mas disse que países tem o direito de se defender, sempre que for de maneira proporcional.

Por sua vez, a delegação palestina na ONU “lamentou” a decisão do governo Bolsonaro, destacando que foi a primeira vez que o Brasil votou explicitamente contra Ramallah. “Não entendemos”, disse um dos membros da delegação em Genebra.

*Com informações da GospelPrime

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